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sexta-feira, 18 agosto 2023 14:22

Website do III Congresso

Pode agora ser consultada toda a informação, em português e inglês, acerca do III Congresso Internacional do CIEG, aqui.

PROGRAMA GERAL - AQUI

PROGRAMA SESSÕES PARALELAS - AQUI 

 

Cieg III 2024 VF

Anália Torres, Professora Catedrática do ISCSP-ULisboa e Diretora do CIEG/ISCSP-ULisboa, foi designada, em Conselho de Ministros realizado a 4 de agosto, como membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV).

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida é um órgão consultivo independente que funciona junto da Assembleia da República e que reúne cinco personalidades de reconhecido mérito científico nas áreas da biologia, da medicina ou da saúde em geral e das ciências da vida, e, ainda, nas áreas do direito, da sociologia ou da filosofia. O CNECV "tem por missão analisar os problemas éticos suscitados pelos progressos científicos nos domínios da biologia, da medicina ou da saúde em geral e das ciências da vida".

segunda-feira, 24 julho 2023 13:59

Redes Sociais

Teve lugar, no dia 13 de fevereiro de 2023, a conferência final do projeto GE-HEI - Igualdade de Género nas Instituições de Ensino Superior, intitulada Igualdade de Género nas Instituições de Ensino Superior: conhecer a realidade para a transformar.

Esta conferência teve como objetivo central a divulgação de resultados do projeto e criação de um espaço de partilha de conhecimento e reflexão sobre boas práticas na promoção da Igualdade de Género no Ensino Superior.

Aceda ao programa completo aqui.

O projeto GE-HEI é promovido pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES) e financiado pelo Mecanismo Financeiro EEA Grants, cuja entidade operadora em Portugal é a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG). A coordenação científica está a cargo do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG/ISCSP-ULisboa), e tem como parceiros a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e o Institute for Gender, Equality and Difference at the University of Iceland (RIKK).

 

 

Anália Torres, Professora Catedrática do ISCSP-ULisboa e Diretora do CIEG/ISCSP-ULisboa, será distinguida esta quarta-feira, dia 5 de julho, com a Medalha de Mérito Científico 2023.

As Medalhas de Mérito Científico, atribuídas anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), destinam-se a “galardoar individualidades nacionais ou estrangeiras que, pelas elevadas qualidades profissionais e de cumprimento do dever, se tenham distinguido pelo valioso e excecional contributo para o desenvolvimento da ciência ou da cultura científica em Portugal”.

A entrega da Medalha de Mérito Científico 2023 terá lugar durante a sessão de abertura do Encontro Ciência 2023, este ano realizado na Universidade de Aveiro, que contará com a presença do Primeiro Ministro, Dr. António Costa, e da Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professora Doutora Elvira Fortunato.

Decorreu no dia 24 de março, a conferência Gender Mainstreming in Medicine and Medical Research na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), no âmbito do projeto ERA Chair iSTARS – Informatics and Statistical Tools for the Advancement of Research Success, promovido pela FMUL e financiado pela União Europeia (Projeto 952377).

Organizada pela Faculdade de Medicina, em colaboração com o CIEG, a conferência teve como públicos-alvo, médicos/as, investigadores/as e estudantes, bem como a todos/as os/as interessados/as em aplicar a perspetiva do género na medicina e na investigação médica, um tema ainda pouco explorado em Portugal.

O evento contou com o keynote speech da Professora Emérita de Cognitive Neuroimaging da Aston University, Gina Rippon, dedicado ao tema The Gendered Brain: Do you have a Female or a Male? Or are we asking the wrong question?.

Contou, ainda, com três painéis com académicas/os de ambas as áreas de medicina e sociologia. O primeiro, intitulado Gender issues in Medicine and Health I, teve como orador/as Ana Abreu (IMP&SP - FMUL), Anália Torres (CIEG/ISCSP-ULisboa), Paula Campos Pinto (CIEG/ISCSP-ULisboa), Diana Maciel (CIEG/ISCSP-ULisboa) e António Manuel Marques (ESS/IPS: Escola Superior de Saúde).

O segundo painel, Gender issues in Medicine and Health II, contou com a participação de Ana Fernandes (CAPP/ISCSP-ULisboa | CIEG/ISCSP-ULisboa), Violeta Alarcão (CIES-ISCTE | ISAMB), Pedro Candeias (ISCTE-IUL | ISAMB), Vasco Prazeres (ex-Conselheiro para a Igualdade de Género do Ministério da Saúde) e Amélia Augusto (UBI).

Por fim, num painel dedicado a Gender in medical research, participaram Ruy Ribeiro (Los Alamos National Laboratory (USA) | FMUL), Maria Mota (IMM – João Lobo Antunes) e Brígida Riso (ISAMB-FMUL).

quarta-feira, 21 junho 2023 14:41

Call for papers

Estudos de Género, Feministas e sobre as Mulheres: Conhecimento, Políticas Públicas e Justiça Social

 Os estudos de género, feministas e sobre as mulheres confrontam-se atualmente com novos desafios e a intensificação de antigos desafios que condicionam o seu futuro e o bloqueiam, mesmo, em alguns países. À crise financeira seguiu-se uma pandemia semelhante apenas a outra que ocorrera um século antes e, quando se julgava ter ultrapassado esta experiência disruptiva de modos de vida e quotidianos familiares, começou uma guerra na Europa que acentua as dificuldades económicas, banaliza a violência, provoca ondas de emigração forçada e acentua a conflitualidade nas relações internacionais. Esta sequência de acontecimentos foi acompanhada da emergência de lideranças autoritárias, do combate à ciência com a defesa de argumentos infundados, mas que suscitam a adesão de um grande número de pessoas, e do crescimento da influência de movimentos religiosos e políticos, como o populismo, que visam a subversão do estado de direito e dos regimes democráticos.

O debate e a controvérsia no espaço público tornaram-se mais polarizados, assumindo frequentemente um carácter de conflito aberto de intensos antagonismos, e é neste contexto que velhos desafios como o antifeminismo e os ataques aos estudos de género e à igualdade de género têm conduzido a recuos de direitos e à tentativa de eliminação dos estudos de género nas academias de alguns países. A recente decisão do Tribunal Supremo dos EUA em relação ao aborto é um exemplo extremo de recuo em relação a um direito reconhecido há 50 anos.

É certo que os ataques à igualdade de género e aos direitos LGBTQIA+, as manifestações claras de sexismo, homofobia, racismo, classismo e violência sexual encontraram forte resistência e contestação com movimentos que mobilizaram milhares e milhares de pessoas nas ruas, nos media e nas redes sociais em verdadeiros eventos globais. Esta contestação, embora envolva diversos setores da população, é muitas vezes dinamizada por jovens, como no caso mais recente e corajoso das jovens mulheres iranianas.

Também é certo que nos últimos anos se verificaram em muitos países conquistas importantes no plano dos direitos, como o direito ao aborto no caso da Argentina, ou o reconhecimento legal de direitos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou o direito à autodeterminação de género em muitos países.

No entanto, apesar destes movimentos contraditórios, são mais poderosos e ameaçadores os avanços das forças autoritárias e de extrema-direita, que tomaram o poder nalguns países europeus, e que o tendo perdido nos EUA e no Brasil, persistem em mobilizações subterrâneas que corroem os valores democráticos, pregam a violência e põem em causa direitos básicos.

Estas mudanças na qualidade das democracias, nas lutas pelos direitos e pela melhoria das condições de vida das pessoas tornam os estudos de género, feministas e sobre as mulheres particularmente relevantes na sua intersecção com as desigualdades sociais, o racismo e o colonialismo, mesmo num quadro de debate polarizado.

O Centro Interdisciplinar de Estudos de Género convida assim investigadores e investigadoras de instituições nacionais e internacionais a contribuir para o melhor conhecimento das realidades que se estão a viver nos vários países no âmbito das questões da igualdade de género, mas também sobre os desafios atuais e as perspetivas futuras dos estudos de género, feministas e sobre as mulheres, através do debate e apresentação de resultados de investigação sobre as seguintes temáticas:

Género, feminismos e estudos sobre as mulheres

  • Debates epistemológicos, avanços, interseccionalidade e fragmentações: teorias feministas, queer, trans, e outras
  • Masculinidades e estudos críticos sobre homens
  • Feminismo negro e estudos pós-coloniais
  • Dimensões espaciais das violências e das lutas: da casa à cidade e ao território
  • Expressões culturais e artísticas
  • Violência de género e violência sexual: velhos problemas e novos desafios

 

Políticas, instituições e cidadania

  • Antifeminismo, movimentos religiosos e combate à ciência
  • Conflitos internacionais e impactos face às migrações, asilo, refúgio, tráfico e outros
  • Guerra na Europa e as suas implicações numa perspetiva de género
  • Políticas públicas, agendas feministas e pinkwashing
  • Autoritarismo, movimentos de extrema-direita e ataques à igualdade de género
  • Ciberfeminismo, redes sociais e polarização do espaço público
  • Media, comunicação, representação e imagem

 

Género e Condições de vida

  • Igualdade de género, pobreza e degradação das condições de vida
  • Efeitos da pandemia nas relações de género
  • Interseções: sexismo, racismo e desigualdades sociais
  • Saúde, idades da vida e envelhecimento

 

Género e sexualidades

  • Estudos LGBTQIA+
  • Identidades e expressões de género, e características sexuadas
  • Sexualidades e corporalidades: diversidade de sentidos e práticas
  • Trabalho sexual, prostituição

 

Informações para submissão:

As propostas de comunicação deverão conter até um máximo de 300 palavras. Cada pessoa poderá submeter um máximo de 2 resumos como primeiro/a autor/a.

Línguas aceites no Congresso: Português, Inglês e Castelhano.

 

Datas relevantes:

  • 15 de outubro de 2023 – Data limite para o envio das propostas de comunicação.
  • 15 de novembro de 2023 – Data limite para o envio das notificações de aceitação/ rejeição das propostas.
  • 11 de dezembro de 2023 – Data limite para inscrições com valor reduzido (early bird).
  • 31 de dezembro de 2023 – Data limite para inscrição de participantes com propostas aceites (participantes não inscritos/as nesta data não serão incluídos/as do programa do Congresso).

 

Valores de inscrição

Valores de inscrição

Early bird

(até 11 de dezembro de 2023)

Após dia 11 de dezembro de 2023

  Normal

250 €

300 €

  Estudante

90 €

140 €

  Países de baixos rendimentos e

  rendimentos médios-baixos

170 €

220 €

  Tarifa de 1 dia 100 € 100 €

 

Plataforma para submissão de propostas disponível aqui.

quarta-feira, 21 junho 2023 14:31

III Congresso Internacional do CIEG

III Congresso Internacional do CIEG

31 de janeiro a 2 de fevereiro de 2024

 

Estudos de Género, Feministas e sobre as Mulheres: Conhecimento, Políticas Públicas e Justiça Social

 Os estudos de género, feministas e sobre as mulheres confrontam-se atualmente com novos desafios e a intensificação de antigos desafios que condicionam o seu futuro e o bloqueiam, mesmo, em alguns países. À crise financeira seguiu-se uma pandemia semelhante apenas a outra que ocorrera um século antes e, quando se julgava ter ultrapassado esta experiência disruptiva de modos de vida e quotidianos familiares, começou uma guerra na Europa que acentua as dificuldades económicas, banaliza a violência, provoca ondas de emigração forçada e acentua a conflitualidade nas relações internacionais. Esta sequência de acontecimentos foi acompanhada da emergência de lideranças autoritárias, do combate à ciência com a defesa de argumentos infundados, mas que suscitam a adesão de um grande número de pessoas, e do crescimento da influência de movimentos religiosos e políticos, como o populismo, que visam a subversão do estado de direito e dos regimes democráticos.

O debate e a controvérsia no espaço público tornaram-se mais polarizados, assumindo frequentemente um carácter de conflito aberto de intensos antagonismos, e é neste contexto que velhos desafios como o antifeminismo e os ataques aos estudos de género e à igualdade de género têm conduzido a recuos de direitos e à tentativa de eliminação dos estudos de género nas academias de alguns países. A recente decisão do Tribunal Supremo dos EUA em relação ao aborto é um exemplo extremo de recuo em relação a um direito reconhecido há 50 anos.

É certo que os ataques à igualdade de género e aos direitos LGBTQIA+, as manifestações claras de sexismo, homofobia, racismo, classismo e violência sexual encontraram forte resistência e contestação com movimentos que mobilizaram milhares e milhares de pessoas nas ruas, nos media e nas redes sociais em verdadeiros eventos globais. Esta contestação, embora envolva diversos setores da população, é muitas vezes dinamizada por jovens, como no caso mais recente e corajoso das jovens mulheres iranianas.

Também é certo que nos últimos anos se verificaram em muitos países conquistas importantes no plano dos direitos, como o direito ao aborto no caso da Argentina, ou o reconhecimento legal de direitos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou o direito à autodeterminação de género em muitos países.

No entanto, apesar destes movimentos contraditórios, são mais poderosos e ameaçadores os avanços das forças autoritárias e de extrema-direita, que tomaram o poder nalguns países europeus, e que o tendo perdido nos EUA e no Brasil, persistem em mobilizações subterrâneas que corroem os valores democráticos, pregam a violência e põem em causa direitos básicos.

Estas mudanças na qualidade das democracias, nas lutas pelos direitos e pela melhoria das condições de vida das pessoas tornam os estudos de género, feministas e sobre as mulheres particularmente relevantes na sua intersecção com as desigualdades sociais, o racismo e o colonialismo, mesmo num quadro de debate polarizado.

O Centro Interdisciplinar de Estudos de Género convida assim investigadores e investigadoras de instituições nacionais e internacionais a contribuir para o melhor conhecimento das realidades que se estão a viver nos vários países no âmbito das questões da igualdade de género, mas também sobre os desafios atuais e as perspetivas futuras dos estudos de género, feministas e sobre as mulheres, através do debate e apresentação de resultados de investigação sobre as seguintes temáticas:

Género, feminismos e estudos sobre as mulheres

  • Debates epistemológicos, avanços, interseccionalidade e fragmentações: teorias feministas, queer, trans, e outras
  • Masculinidades e estudos críticos sobre homens
  • Feminismo negro e estudos pós-coloniais
  • Dimensões espaciais das violências e das lutas: da casa à cidade e ao território
  • Expressões culturais e artísticas
  • Violência de género e violência sexual: velhos problemas e novos desafios

 

Políticas, instituições e cidadania

  • Antifeminismo, movimentos religiosos e combate à ciência
  • Conflitos internacionais e impactos face às migrações, asilo, refúgio, tráfico e outros
  • Guerra na Europa e as suas implicações numa perspetiva de género
  • Políticas públicas, agendas feministas e pinkwashing
  • Autoritarismo, movimentos de extrema-direita e ataques à igualdade de género
  • Ciberfeminismo, redes sociais e polarização do espaço público
  • Media, comunicação, representação e imagem

 

Género e Condições de vida

  • Igualdade de género, pobreza e degradação das condições de vida
  • Efeitos da pandemia nas relações de género
  • Interseções: sexismo, racismo e desigualdades sociais
  • Saúde, idades da vida e envelhecimento

 

Género e sexualidades

  • Estudos LGBTQIA+
  • Identidades e expressões de género, e características sexuadas
  • Sexualidades e corporalidades: diversidade de sentidos e práticas
  • Trabalho sexual, prostituição

 

Informações para submissão:

As propostas de comunicação deverão conter até um máximo de 300 palavras. Cada pessoa poderá submeter um máximo de 2 resumos como primeiro/a autor/a.

Línguas aceites no Congresso: Português, Inglês e Castelhano.

 

Datas relevantes:

  • 15 de outubro de 2023 – Data limite para o envio das propostas de comunicação.
  • 15 de novembro de 2023 – Data limite para o envio das notificações de aceitação/ rejeição das propostas.
  • 11 de dezembro de 2023 – Data limite para inscrições com valor reduzido (early bird).
  • 31 de dezembro de 2023 – Data limite para inscrição de participantes com propostas aceites (participantes não inscritos/as nesta data não serão incluídos/as do programa do Congresso).

 

Valores de inscrição

Valores de inscrição

Early bird

(até 11 de dezembro de 2023)

Após dia 11 de dezembro de 2023

  Normal

250 €

300 €

  Estudante

90 €

140 €

  Países de baixos rendimentos e

  rendimentos médios-baixos

170 €

220 €

 Tarifa de 1 dia 100 € 100 €

 

Plataforma para submissão de propostas disponível aqui.

 

Local do evento:

Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa

Rua Almerindo Lessa, 1300-663 Lisboa

 

Questões adicionais:

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. 

 

III Congresso Internacional do CIEG

31 de janeiro a 2 de fevereiro de 2024

 

Estudos de Género, Feministas e sobre as Mulheres: Conhecimento, Políticas Públicas e Justiça Social

 Os estudos de género, feministas e sobre as mulheres confrontam-se atualmente com novos desafios e a intensificação de antigos desafios que condicionam o seu futuro e o bloqueiam, mesmo, em alguns países. À crise financeira seguiu-se uma pandemia semelhante apenas a outra que ocorrera um século antes e, quando se julgava ter ultrapassado esta experiência disruptiva de modos de vida e quotidianos familiares, começou uma guerra na Europa que acentua as dificuldades económicas, banaliza a violência, provoca ondas de emigração forçada e acentua a conflitualidade nas relações internacionais. Esta sequência de acontecimentos foi acompanhada da emergência de lideranças autoritárias, do combate à ciência com a defesa de argumentos infundados, mas que suscitam a adesão de um grande número de pessoas, e do crescimento da influência de movimentos religiosos e políticos, como o populismo, que visam a subversão do estado de direito e dos regimes democráticos.

O debate e a controvérsia no espaço público tornaram-se mais polarizados, assumindo frequentemente um carácter de conflito aberto de intensos antagonismos, e é neste contexto que velhos desafios como o antifeminismo e os ataques aos estudos de género e à igualdade de género têm conduzido a recuos de direitos e à tentativa de eliminação dos estudos de género nas academias de alguns países. A recente decisão do Tribunal Supremo dos EUA em relação ao aborto é um exemplo extremo de recuo em relação a um direito reconhecido há 50 anos.

É certo que os ataques à igualdade de género e aos direitos LGBTQIA+, as manifestações claras de sexismo, homofobia, racismo, classismo e violência sexual encontraram forte resistência e contestação com movimentos que mobilizaram milhares e milhares de pessoas nas ruas, nos media e nas redes sociais em verdadeiros eventos globais. Esta contestação, embora envolva diversos setores da população, é muitas vezes dinamizada por jovens, como no caso mais recente e corajoso das jovens mulheres iranianas.

Também é certo que nos últimos anos se verificaram em muitos países conquistas importantes no plano dos direitos, como o direito ao aborto no caso da Argentina, ou o reconhecimento legal de direitos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou o direito à autodeterminação de género em muitos países.

No entanto, apesar destes movimentos contraditórios, são mais poderosos e ameaçadores os avanços das forças autoritárias e de extrema-direita, que tomaram o poder nalguns países europeus, e que o tendo perdido nos EUA e no Brasil, persistem em mobilizações subterrâneas que corroem os valores democráticos, pregam a violência e põem em causa direitos básicos.

Estas mudanças na qualidade das democracias, nas lutas pelos direitos e pela melhoria das condições de vida das pessoas tornam os estudos de género, feministas e sobre as mulheres particularmente relevantes na sua intersecção com as desigualdades sociais, o racismo e o colonialismo, mesmo num quadro de debate polarizado.

O Centro Interdisciplinar de Estudos de Género convida assim investigadores e investigadoras de instituições nacionais e internacionais a contribuir para o melhor conhecimento das realidades que se estão a viver nos vários países no âmbito das questões da igualdade de género, mas também sobre os desafios atuais e as perspetivas futuras dos estudos de género, feministas e sobre as mulheres, através do debate e apresentação de resultados de investigação sobre as seguintes temáticas:

Género, feminismos e estudos sobre as mulheres

  • Debates epistemológicos, avanços, interseccionalidade e fragmentações: teorias feministas, queer, trans, e outras
  • Masculinidades e estudos críticos sobre homens
  • Feminismo negro e estudos pós-coloniais
  • Dimensões espaciais das violências e das lutas: da casa à cidade e ao território
  • Expressões culturais e artísticas
  • Violência de género e violência sexual: velhos problemas e novos desafios

 

Políticas, instituições e cidadania

  • Antifeminismo, movimentos religiosos e combate à ciência
  • Conflitos internacionais e impactos face às migrações, asilo, refúgio, tráfico e outros
  • Guerra na Europa e as suas implicações numa perspetiva de género
  • Políticas públicas, agendas feministas e pinkwashing
  • Autoritarismo, movimentos de extrema-direita e ataques à igualdade de género
  • Ciberfeminismo, redes sociais e polarização do espaço público
  • Media, comunicação, representação e imagem

 

Género e Condições de vida

  • Igualdade de género, pobreza e degradação das condições de vida
  • Efeitos da pandemia nas relações de género
  • Interseções: sexismo, racismo e desigualdades sociais
  • Saúde, idades da vida e envelhecimento

 

Género e sexualidades

  • Estudos LGBTQIA+
  • Identidades e expressões de género, e características sexuadas
  • Sexualidades e corporalidades: diversidade de sentidos e práticas
  • Trabalho sexual, prostituição

 

Informações para submissão:

As propostas de comunicação deverão conter até um máximo de 300 palavras. Cada pessoa poderá submeter um máximo de 2 resumos como primeiro/a autor/a.

Línguas aceites no Congresso: Português, Inglês e Castelhano.

 

Datas relevantes:

  • 15 de outubro de 2023 – Data limite para o envio das propostas de comunicação.
  • 15 de novembro de 2023 – Data limite para o envio das notificações de aceitação/ rejeição das propostas.
  • 11 de dezembro de 2023 – Data limite para inscrições com valor reduzido (early bird).
  • 31 de dezembro de 2023 – Data limite para inscrição de participantes com propostas aceites (participantes não inscritos/as nesta data não serão incluídos/as do programa do Congresso).

 

Valores de inscrição

Valores de inscrição

Early bird

(até 11 de dezembro de 2023)

Após dia 11 de dezembro de 2023

  Normal

250 €

300 €

  Estudante

90 €

140 €

  Países de baixos rendimentos e

  rendimentos médios-baixos

170 €

220 €

 Tarifa de 1 dia 100 € 100 €

 

Plataforma para submissão de propostas disponível aqui.

 

Local do evento:

Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa

Rua Almerindo Lessa, 1300-663 Lisboa

 

Questões adicionais:

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O projeto FEMglocal – Movimentos feministas glocais: interações e contradições, financiado pela FCT, é promovido pelo Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT), em parceira com o CIEG/ISCSP-ULisboa.

Atendendo às interações e contradições entre ativismos globais e locais, assentes na comunicação digital e no contexto nacional, este projeto pretende destacar e compreender as singularidades dos movimentos ativistas feministas nacionais, descobrir e desenhar a cartografia dos mesmos, contribuindo para a recuperação da memória histórica de movimentos feministas portugueses que se tem feito de silêncios e de invisibilidade social.

Integram a equipa as investigadoras do CIEG, Manuela Tavares e Maria João Cunha.

Pode seguir todas as atualizações das atividades em curso através das páginas de Facebook, Instagram do projeto ou através do website.