Portugal, em comparação com os países da OCDE, tem um número elevado de mulheres com graus avançados de formação (licenciaturas, mestrados e doutoramentos) e também um número comparativamente alto de investigadoras em áreas tradicionalmente masculinizadas como as ciências, as tecnologias e a matemática. No entanto, essa participação baixa muitíssimo em lugares de gestão nas Instituições de Ensino Superior e em posições mais elevadas da carreira académica (Direções de departamentos, Reitorias, Vice-Reitorias Professoras Catedráticas entre outras). Compreender os factores que contribuem para explicar estas e outras desigualdades no Ensino Superior, para melhor as identificar e combater constitui um dos objetivos deste projeto de investigação que procurará analisar de forma extensiva e intensiva estes fenómenos, bem como elaborar um conjunto de recomendações para o desenvolvimento de critérios de IG nas IES.